Mary e Max: Uma Amizade Diferente

mary e max

Mary e Max mostra uma inusitada história de amizade construída pela troca de correspondências entre uma menina australiana e um adulto novaiorquino.

Essa amizade inicia quando Mary, acompanhando sua mãe numa ida aos correios, acaba por se entreter com uma lista telefônica de Nova Iorque encontrada no local. Imaginando como seriam a vida daquelas pessoas listadas com nomes tão estranhos, ela tem uma ideia. Escreveria para um dos americanos e perguntaria de onde vinham os bebês naquele país. Assim, aleatoriamente seleciona o endereço de Max como destinatário de sua carta.

Apesar de iniciar com uma pergunta tão ingênua, o que se segue nada tem nesse tom. Trata-se de uma animação adulta cheia de humor ácido, ironia e sacarmo. Os dois personagens são solitários e deprimidos, Mary sofre por falta de autoestima, Max tem síndrome de asperger que lhe proporciona intensas crises de ansiedade que são descontadas na comida.

O filme inicia no ano de 1972 avança com a Mary entrando na vida adulta e Max chegando na velhice, mostrando durante esse período os percalços que a vida impôs a Max e impõe a Mary.

A animação se vale da estética do grotesco, um stop motion cujo os modelos de massinha possuem texturas averrugadas e formas imperfeitas. Entende-se por grotesco aqui no sentido do que é taxado como ridículo por não ser o normal/comum, justamente como a dupla protagonista do longa.

Outro ponto que merece destaque é como o filme explora o poder descritivo de uma carta, principalmente em tempos que a comunicação é tão imediata que se perde todo o entorno que envolve a escrita, um consumo tão banal da troca de mensagens que acaba empobrecendo texto e interpretação por emissores e receptores.

Em fim, uma história tocante e delicada, que mostra um pouco do universo daqueles que são levados a se acharem fracos por não serem capazes de resolverem seus os problemas sozinhos, visto que a depressão não se encaixa na ideia do que significa ser um homem na nossa sociedade e quem sofre desse mal acaba coagidos a se reduzirem a seres invisíveis.

Nota: 8,5/10

MDb: 8,2/10
Rotten Tomatoes Audiência: 8,4/10
Rotten Tomatoes Crítica: 8,1/10

Ligações:
As Vantagens de Ser Invisível – tag: ser invisível.

Ficha Sintética:
Mary and Max
Ano: 2009
Direção e roteiro: Adam Elliot.
Vozes: Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana e Barry Humphries.

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