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Brooklyn

Brooklin

Em 1950, atraída pela promessa de uma vida melhor na América, a jovem Eilis parte da Irlanda navegando seu caminho rumo ao bairro do Brooklyn em Nova Iorque. Depois de uma difícil adaptação, envolvendo depressão e saudades da vida que deixou, ela vai se envolver em um romance que mudará sua relação com a nova terra. No entanto, quando o passado volta a sua vida, terá que escolher entre dois países e duas vidas que existem dentro de cada um deles.

Embora, seja um daqueles romances ingleses que flertam com o melodrama, “Brooklyn” é um interessante retrato de uma época, seja pela história de emigração nos Estados Unidos, seja pelo papel que mulher exercia naquela sociedade.

Em um ano (2015) que a questão da mulher esteve em pauta no cinema, tanto nas telas quanto fora delas, “Brooklyn” soa um tanto que anacrônico. Também pudera, o filme se passa num período histórico que a mulher ainda tinha um espaço mais limitado e o pesamento patriarcal era latente, vide a urgência que se dava ao casamento.

Contudo, quando se enfoca na época em que se passa o filme, percebe-se que há muitas diferenças entre a vida numa pequena cidade da Irlanda e Nova Iorque. Durante o longa são mostradas mutias cenas rimam entre si, destaca-se como uma das mais interessantes a antítese do trabalho que Eilis tinha em uma mercearia da sua terra natal com o emprego numa joalheria americana, seja no ambiente físico, na relação com os clientes e com a chefe.

Em fim, um filme que muitos pejorativamente taxem como “filme de menininha” e típico drama inglês, contudo, com uma impagável referencia ao Joe Pesci.

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Nota: 7,0/10

IMDb: 7,7/10 (Metacritic: 8,7/10) – Rotten Tomatoes: 8,4/10 (Crítica: 8,6/10—Top Crítica: 9/10)

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Ligações:

Gangues de Nova Iorque – tag: Nova Iorque, 1863.

Um Sonho Distante – tag: “imigração irlandesa”, 1893.

Titanic – tag: ‘‘imigração”, “papel da mulher”, 1912.

Educação – tag: “papel da mulher”, década de 1960.

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Ficha Sintética:

Nome original: Brooklyn – Ano: 2015 – Direção: John Crowley.

Roteiro: Nick Hornby – Baseado no livro homônimo de Colm Tóibín.

Estrelando: Saoirse Ronan, Domhnall Gleeson, Emory Cohen, Jim Broadbent, Julie Walters, Fiona Weir, Jessica Paré, Eve Macklin, Brid Brennan, Fiona Glascott, Jane Brennan, Nora-Jane Noone, Jenn Murray, Eva Birthistle, Michael Zegen, Eileen O’Higgins.

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O Regresso

O Regresso

O Regresso é inspirado na folclórica história do extrativista de peles Hugh Glass, que no ano de 1823 cumpriu uma incrível jornada de sobrevivência por seis semanas após ter sido brutalmente atacado por um urso.

Comprando com a história brasileira, pode-se dizer que Hugh Glass era uma espécie de bandeirante, visto que participava de incursões que desbravavam o interior selvagem dos Estados Unidos em meio a relações hostis com os indígenas, para caçar animais com o visando o comércio de peles.

O filme é todo rodado fora de estúdios e só com o uso de iluminação natural, fato que dá muito destaque ao trabalho do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, que tentará o terceiro Oscar seguido com esse filme.

O Diretor Alejandro G. Iñárritu, traz algumas repetições de Birdman, seu filme anterior, como longos planos sequências e cortes de câmeras, quando por exemplo, focaliza o céu para retomar ao mesmo cenário com uma passagem de tempo.

No entanto, o filme está longe de ter o ritmo frenético e diálogos sucessivos como Birdman. Pelo contrário, trata-se de um filme bem mais contemplativo e silencioso, conforme demanda a paisagem inóspita e gélida em que a história se passa.

Além disso, o longa é demasiadamente pontuado por cenas alusivas a alguma forma de renascimento, onde o personagem principal tem que emergir de alguma coisa que o enclausura.

Do mesmo modo, é interessante observar no filme o “espírito aventureiro” que permeia a imagem propagada do que é ser americano, principalmente no que consiste em desbravar e expandir.

Em fim, trata-se de uma história de obstinação, com uma grande atuação de Leonardo DiCaprio e a presença dos competentes e ascendentes Tom Hardy e Domhnall Gleeson. E um quê pretensioso que sempre se faz presente nos filmes do Iñárritu.

Nota: 7,5/10

IMDb: 8,3/10 (Metacritic: 7,6/10) – Rotten Tomatoes Audiência: 8,4/10 (Crítica: 8,9/10—Top Crítica: 8,2/10)

Ligações:

Barry Lyndon – tag: “iluminação natural”.

A Missão – tag: “no Brasil”.

Birdman – tag: Alejandro G. Iñárritu, Emmanuel Lubezki.

Ficha Sintética:

Nome original: The Revenant – Ano: 2015 – Direção: Alejandro G. Iñárritu.

Roteiro: Mark L. Smith e Alejandro G. Iñárritu – Baseado no livro homônimo de Michael Punke.

Estrelando: Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Forrest Goodluck, Paul Anderson, Kristoffer Joner e Joshua Burge.