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Perfect Sense (Sentidos do Amor)

Perfect Sense

Em Perfect Sense, a epidemiologista Susan (Eva Green) e o chefe de cozinha Michael (Ewan McGregor) iniciam um relacionamento quando se instaura no mundo uma misteriosa epidemia que provoca a perda das percepções sensoriais nas pessoas.

Acontece que nessa epidemia os sintomas se manifestam em fases e são precedidos pelo afloramento abrupto de alguma emoção. Primeiro as pessoas são acometidas de uma grande profusão de depressão, que cessada, evidencia a perda de ofato.

Após cada onda sintomática que acarreta na perda de um sentido, a humanidade mostra sua resiliência e tenta retomar a normalidade adaptada a nova realidade depois de tanto caos. Inclusive o restaurante de Michael.

Dessa forma, Susan e Michael são diretamente afetados pelo que vêm acontecendo. Ela tentando identificar as causas desse fenômeno como cientista. Ele porque trabalha para oferecer as pessoas uma experiência sensorial por meio de aromas, paladar, textura, etc.

É nesses dias tão estranhos que os dois se aproximam, explorando os sentidos que ainda lhe restam. Ambos têm problemas pra se envolver amorosamente, ambos carregam uma justificativa para serem assim. E quando desenvolvem uma intimidade para confidenciarem ao outro os seus problemas, eles se estabelecem como “um casal de babacas”.

Posto isto, temos um bom drama romântico ambientado num apocalipse epidemiológico, mas que não deixa de ser um filme leve com suas pitadas de sacarmos (daquelas que provocam situações de sorriso torto de canto de boca, denunciando o “babaca” que existe dentro nós). E apesar de se poder identificar uma linha típica de histórias românticas, o roteiro apresenta soluções sofisticadas que se distancia do maniqueísmo tão comum de outras produções, sendo capaz até de gerar reflexões para o espectador.

Com isso, um filme para que não quer mais um romance água com açúcar, altamente recomendado para ser assistido a dois, se possível.

Ligações:
Contágio – tag: “epidemia”.
Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo – tag: “comédia romântica no apocalipse”.
Brilho Eterno de um Mente sem Lembranças – tag: “drama romântico com sci-fi”.
Ensaio Sobre a Cegueira: tag: “todos estão ficando cegos”.

Ficha Sintética:

Título original: Perfect Sense
Título brasileiro: Sentidos do Amor
Ano: 2011

Direção: David Mackenzie
Roteiro: Kim Fupz Aakeson

Estrelando: Eva Green (Os Sonhadores, 007 Cassino Royale ), Ewan McGregor (Trainspotting, O Impossível).

Com: Connie Nielsen (Gladiador), Stephen Dillane (Stannis Baratheon de Game of Thrones), Ewen Bremner (Expresso do Amanhã), Denis Lawson.

IMDbRotten Tomatoes

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Expresso do Amanhã

snowpiercer

Em “Expresso do Amanhã” o mundo passa por uma nova era do gelo causada pela tentativa fracassada de derrubar artificialmente a temperatura do planeta, a fim de controlar o aquecimento global.

A partir de então quase toda a vida do planeta foi extinta. Passados 17 anos do ocorrido, os únicos sobreviventes estão em um trem chamado Snowpiercer (“picador-de-gelo”). Uma engenhosa locomotiva auto subsistente que circunda a Terra indefinitivamente.

Acontece que o trem divide os passageiros por classes sociais, estando os mais pobres nos vagões de trás e os mais favorecidos na frente. Diante de tanta desigualdade social uma revolução se anuncia.

O filme é uma grande crítica social que se perfaz numa metáfora, reproduz no trem um universo semelhante ao nosso mundo real. Há todo um exercício de imaginar como se desenvolveu a humanidade com o passar dos anos confinada sob os trilhos. Começam a surgir novas gerações que desconhecem o mundo fora dos vagões, uma nova visão de mundo vai se formando sob essa única perspectiva, assim como no Mito da Caverna de Platão.

Além disso, a obra questiona quão orgânica é a existência da desigualdade para o equilíbrio do ambiente, bem como se é melhor abdicar da liberdade por meio de um Contrato Social prezando pela ordem ou deixar o homem ser o lobo do homem no estado de natureza.

Em fim, Expresso do Amanhã é boa obra de ficção científica, recheada de atores conhecidos, e com uma violência bem estilizada, onde a ação se dá como num videogame, sendo o avançar dos vagões são como o passar das fases, revelando sempre um novo cenário até que se chegue ao “chefão”.

Nota: 7,5/10

IMDb: 7,0/10 – Metacritic: 8,4/10
Rotten Tomatoes Audiência: 7,4/10 – Crítica: 8,1/10—Top Crítica: 8,4/10

Ligações:
Dredd – tag: “confinado num ambiente”, “estrutura de videogame”.
Mad Max: Fury Road – tag: “sociedade reconstruída”.

Ficha Sintética:
Nome original: Snowpiercer
Ano: 2013
Direção: Joon-ho Bong (O Hospedeiro, Mother)
Roteiro: Joon-ho Bong e Kelly Masterson, adaptado da HQ francesa Le Transperceneige.

Elenco:
Chris Evans (Capitão América), Kang-ho Song (O Hospedeiro), Ah-sung Ko (O Hospedeiro), Jamie Bell (Billy Elliot), John Hurt (O Homem Elefante), Tilda Swinton (Conduta de Risco), Octavia Spencer (Histórias Cruzadas), Ewen Bremner (Trainspotting), Alison Pill (Para Roma, com Amor) e Ed Harris (O Show de Truman).